Especialistas apontam que os entraves da transição energética não são tecnológicos, mas institucionais. A mesma lógica vale para sua empresa.
Você tem dinheiro. Tem tecnologia. Tem pessoas competentes. Mas cresce pouco.
Essa é a realidade de muitas empresas brasileiras. E, segundo especialistas reunidos pela Fundação Dom Cabral antes da COP 30, é também o dilema da transição energética global.
O problema não é técnico. É institucional.
Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica e enviada especial do governo para a COP 30, foi direta: “O limite está na nossa capacidade de nos organizarmos para alcançar os objetivos.” Ela explicou que o setor privado tem recursos e tecnologia. O que falta são mecanismos adequados de governança corporativa que permitam coordenar esforços.
Governança: o elo que conecta tudo
Paulo Guerra, da Fundação Dom Cabral, resumiu bem: “Não há combate à mudança climática sem governança e sem gestão.” Quando você estrutura governança efetiva, consegue alocar recursos para as prioridades certas, deixar claro para as pessoas aonde a organização vai, tomar decisões com rapidez e medir resultados continuamente. Gannoum completou: “Governança é o que vai permitir que os recursos e as pessoas caminhem na mesma direção.”
Previsibilidade atrai investimento
Mas por que isso importa tanto? Porque investidores só alocam recursos onde há previsibilidade. Júlio Meirelles, do Santander, destacou: “Transição energética depende de volumes de capital muito grandes e de estabilidade suficiente para que os investimentos sejam repagos.”
Marcos regulatórios definem o jogo
Holger Rothenbusch, do British International Investment, exemplificou: “Na Índia, políticas e regras claras geraram um ambiente vibrante para investimentos. Na África, onde não há marcos regulatórios adequados, o investimento simplesmente não acontece.”
Do conhecimento à ação
O desafio real, porém, está em transformar conhecimento em ação. Juliana Schürmann, da Impact Coalition, provocou: “Do que adianta os cientistas fazerem previsões se o ser humano só está disposto a esperar que o caso aconteça?” Essa é a inércia que paralisa organizações. Você sabe o que fazer. Tem dados. Mas não consegue transformar em ação coletiva.
Liderança capaz de mobilizar
Gannoum reconheceu: “Temos recurso, temos tecnologia e temos gente. Falta coordenar tudo isso sob uma liderança capaz de mobilizar.”
Governança estruturada para crescimento sustentável
A transição energética exige mais que inovação tecnológica. Exige novas formas de cooperação e diálogo. Exige governança estruturada. Essa lição vale para qualquer organização que queira crescer de forma sustentável. Não é sobre ter mais dinheiro ou melhor tecnologia. É sobre organizar o que você já tem de forma que gere resultados reais.
A LGK Gestão e Governança, associada à Fundação Dom Cabral, ajuda empresas a estruturarem governança que funciona. Se você quer transformar conhecimento em ação, vamos conversar.